Insper 2025.2Questão 35de 60Com base no comportamento feminino dos segmentos médios e elevados, acresce em relação às mulheres as prescrições

HistóriaRepública do café com leite: oligarquias e coronelismo

Com base no comportamento feminino dos segmentos médios e elevados, acresce em relação às mulheres as prescrições dos juristas acerca da impropriedade de uma mulher honesta sair só. [...] Embora as mulheres mais ricas fossem estimuladas a frequentar as ruas em determinadas ocasiões, nos teatros, casas de chá, ou mesmo passeando nas novas avenidas, deveriam estar sempre acompanhadas.

(Rachel Soihet. “Mulheres pobres e violência no Brasil urbano”. In: Mary Del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)

O excerto aborda a condição feminina no Brasil da Primeira República. As “prescrições” mencionadas estavam

  1. Alternativa A: de acordo com a definição de papéis sociais dos gêneros que proibia a presença feminina em espaços públicos.
  2. Alternativa B: em desacordo com as leis nacionais que resultaram das mobilizações feministas promovidas pelas sufragistas.
  3. Alternativa C, a correta: de acordo com as normas sociais que associavam as mulheres à esfera doméstica e os homens à esfera pública.Resposta
  4. Alternativa D: em desacordo com os princípios republicanos que enfatizavam a igualdade de natureza de todos os brasileiros.
  5. Alternativa E: de acordo com a hegemonia social da burguesia que permitia privilégios apenas às mulheres e aos homens ricos.
Resolução do Jazz

O que a questão pede:

Com o que estavam de acordo, ou em desacordo, as prescrições sobre o comportamento feminino na Primeira República.

Onde está no texto:

Os juristas diziam ser impróprio a "mulher honesta" sair sozinha. As mais ricas podiam frequentar teatros, casas de chá e avenidas, mas sempre acompanhadas.

Por que é a letra C:

As regras seguiam as normas sociais da época, que associavam a mulher ao lar e o homem à rua, ao trabalho e à política. A mulher podia aparecer em público, mas sob tutela.

Por que as outras não:

  • A diz que a presença feminina em público era proibida. O texto mostra que era permitida, desde que acompanhada.
  • B o voto feminino só veio em 1932, depois da Primeira República; não havia leis feministas a contrariar.
  • D a República não praticava a igualdade entre homens e mulheres.
  • E as prescrições limitavam as mulheres ricas, não lhes davam privilégios.

A armadilha:

A letra A exagera. A norma não proibia a mulher na rua; exigia companhia. A diferença entre proibir e controlar é o ponto da questão.

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República do café com leite: oligarquias e coronelismo

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