Insper 2026.1Questão 36de 60A longa estrada que liga a cidade saudita de Tabuk ao Mar Vermelho é deserta. Vastíssimas extensões áridas dão
GeografiaNeoliberalismo e Globalização: a nova ordem mundial
A longa estrada que liga a cidade saudita de Tabuk ao Mar Vermelho é deserta. Vastíssimas extensões áridas dão gradualmente lugar a formações rochosas. Fazendas beduínas estendem-se por estepes esparsas, onde apenas alguns tufos de mato resistem ao calor. Sob um sol escaldante aparecem rebanhos de dromedários, guiados por camelos, com cabeça e rosto protegidos pelo keffiyeh, lenço de algodão quadrado com um padrão xadrez usado para cobrir a cabeça das pessoas. É aqui que o reino saudita ambiciona erguer uma megalópole ultratecnológica no seio de um conjunto urbano destinado a superar, em matéria de inovação, cidades conectadas e de arquitetura futurista como Songdo, na Coreia do Sul, e Woven City, no Japão. Aeroportos, marinas, hotéis de luxo, trens de alta velocidade, torres de vidro e aço para acolher empresas e centros de negócios, bases logísticas e canais marítimos: nada deve faltar.
(Lise Triolet. https://diplomatique.org.br, 02.12.2025. Adaptado.)
O excerto evidencia as transformações características da
- Alternativa A: consolidação de economias baseadas na coletivização.
- Alternativa B, a correta: reestruturação produtiva associada à globalização.Resposta
- Alternativa C: retração dos investimentos estatais do território saudita.
- Alternativa D: intensificação da urbanização desordenada da Arábia Saudita.
- Alternativa E: industrialização clássica fundamentada na concentração fabril.
O que a questão pede:
Que transformações o projeto saudita descrito no texto exemplifica.
Por que é a letra B:
O projeto é uma cidade ultratecnológica erguida no deserto, com aeroportos, trens de alta velocidade, torres para empresas, centros de negócios, bases logísticas e canais marítimos, para competir com cidades conectadas da Coreia do Sul e do Japão. É a reestruturação produtiva da globalização: a economia saudita, dependente do petróleo, tenta se inserir nos fluxos globais de serviços, tecnologia e logística.
Por que as outras não:
- A não há coletivização; é um projeto de mercado.
- C é o contrário: o Estado saudita investe pesado.
- D o projeto é planejado, não desordenado.
- E não se trata de fábricas concentradas, e sim de serviços, tecnologia e logística.
A armadilha:
A letra E também fala de transformação econômica, mas do modelo antigo, industrial. O texto não menciona indústria: fala de negócios, inovação e conexão.
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