Insper 2026.1Questão 44de 60Protagonista e diretor de O Agente Secreto, Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho foram os responsáveis por anunciar
Filosofia e SociologiaCultura e Socialização: A Construção do Eu Social
Protagonista e diretor de O Agente Secreto, Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho foram os responsáveis por anunciar o prêmio de Melhor Filme do Critics Choice Awards 2026, principal categoria da premiação, realizada nos Estados Unidos. Mas o destaque do momento acabou sendo uma crítica em tom de piada feita pelo ator brasileiro. “Agora, é uma honra apresentar a categoria de Melhor Filme”, começou Kleber. “Ou, como chamamos no Brasil, Melhor Filme Estrangeiro”, completou Wagner, arrancando risos da plateia. O comentário foi uma alfinetada às premiações hollywoodianas, que consideram produções fora dos Estados Unidos e da Europa como filmes estrangeiros.
(Valmir Moratelli. “A crítica de Wagner Moura a Hollywood ao anunciar prêmio”. https://veja.abril.com.br, 05.01.2026. Adaptado.)
A crítica presente no comentário do ator brasileiro evidencia a
- Alternativa A: predominância de princípios culturais universais nos julgamentos de obras de arte.
- Alternativa B, a correta: parcialidade de critérios de avaliação de objetos artísticos em um quadro de pluralismo cultural.Resposta
- Alternativa C: valorização do isolamento cultural como forma de preservar identidades nacionais.
- Alternativa D: inexistência de conteúdos culturais universais nas expressões artísticas nacionais.
- Alternativa E: aplicação do relativismo cultural como princípio nas premiações internacionais.
O que a questão pede:
O que a piada de Wagner Moura evidencia.
A piada:
"Melhor Filme, ou, como chamamos no Brasil, Melhor Filme Estrangeiro." Para Hollywood, filme estrangeiro é o que não é americano; para o Brasil, o estrangeiro é justamente o americano. A piada inverte o ponto de vista.
Por que é a letra B:
A crítica mostra que os critérios das premiações são parciais: tomam os Estados Unidos (e a Europa) como centro e tratam o resto do mundo como "estrangeiro", num mundo que é culturalmente plural.
Por que as outras não:
- A fala de princípios universais; a crítica é justamente à falsa universalidade.
- C a piada não defende isolamento.
- D não diz que não existe nada universal na arte.
- E diz que as premiações aplicam o relativismo; a crítica é que elas não aplicam, e partem de um centro só.
A armadilha:
A letra E usa o conceito certo (relativismo cultural) no sentido errado. A piada denuncia a falta de relativismo nas premiações.
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