Santa Casa 2026.2Questão 25de 80Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), mais conhecido como Tiradentes, foi executado em 21 de abril de 1792 no Rio

HistóriaSéculo XVIII: reformas pombalinas, rebeliões coloniais e ideais iluministas

Numeração da versão 1.

Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), mais conhecido como Tiradentes, foi executado em 21 de abril de 1792 no Rio de Janeiro. E sua representação física, criada 100 anos mais tarde, é muito semelhante à imagem mais recorrente de Jesus Cristo. “Não havia representação visual de Tiradentes e os artistas tiveram liberdade para desenhá-lo como desejaram. Um país católico, com um herói com traços nazarenos, inventados por artistas desde o nascimento da República. Sua escolha não foi aleatória”, aponta o historiador André Figueiredo Rodrigues. Uma escolha, sim. Afinal, não foram poucas as revoltas, motins e rebeliões ocorridas no Brasil colônia nas décadas que antecederam a independência. Mas enquanto boa parte desses ativistas permaneceram anônimos e mesmo os episódios são pouco abordados, a chamada Inconfidência Mineira é assunto conhecido por todos — e Tiradentes tornou-se um ícone nacional, a ponto de até merecer feriado.

(www.bbc.com, 20.04.2022. Adaptado.)

De acordo com o excerto, a construção do conhecimento histórico baseia-se na

  1. Alternativa A: substituição dos fatos históricos por narrativas religiosas.
  2. Alternativa B: recuperação fiel dos acontecimentos registrados pelas fontes da época.
  3. Alternativa C: preservação uniforme da memória dos diferentes grupos sociais.
  4. Alternativa D: reprodução das interpretações predominantes no período estudado.
  5. Alternativa E, a correta: seleção de personagens e acontecimentos considerados relevantes.Resposta
Resolução do Jazz

O que a questão pede: o que o excerto revela sobre como o conhecimento histórico é construído.

Por que é a letra E: o texto mostra que a imagem de Tiradentes foi criada cem anos depois de sua morte, com traços de Cristo, e que "sua escolha não foi aleatória". Entre muitas revoltas coloniais, a República elegeu a Inconfidência Mineira e seu mártir como símbolo nacional, enquanto outros episódios e ativistas ficaram anônimos. A memória histórica resulta de escolhas sobre quais personagens e fatos merecem destaque.

Por que as outras não:

  • A Houve uso de uma simbologia religiosa, mas os fatos (a execução, a Inconfidência) não foram substituídos por narrativas religiosas.
  • B Não havia representação visual da época: a imagem foi inventada, e não recuperada das fontes.
  • C O texto mostra justamente o contrário: memória desigual, com uns episódios lembrados e outros esquecidos.
  • D A imagem foi construída na República, e não reproduz interpretações do período colonial estudado.

A armadilha: a figura de Cristo pode puxar para a A, mas o ponto do texto é a escolha política do herói, não a religião.

Confere com o gabarito oficial da Santa Casa. Ver o caderno da banca

Século XVIII: reformas pombalinas, rebeliões coloniais e ideais iluministas

Caiu em 2 das 6 últimas provas da Santa Casa.

Outras questões de História nesta provaQuestão 23 · O Renascimento e as Transformações Religiosas da Europa ModernaO pensamento medieval postulado e propagado pela Igreja Católica pregava a submissão do homem à vontade…Questão 24 · Revolução Industrial: transformações econômicas, urbanas e sociais e a expansão do ImperialismoAnalise a caricatura “Liberdade”, desenhada por L’Assiette au Beurre em 1902. (www.bridgemanimages.com)…Questão 26 · Revolução Industrial: transformações econômicas, urbanas e sociais e a expansão do ImperialismoNo Congo, governado pelo rei da Bélgica Leopoldo II entre 1885 e 1908, o sistema de trabalho forçado…Questão 27 · Colonização portuguesa: sistema colonial e escravidão indígena e africanaAs pessoas escravizadas nas zonas urbanas tinham mais possibilidade de juntar dinheiro para comprar sua…O que mais cai na Santa Casa, matéria por matéria

Para quem vai tentar de novo, o Jazz tem o Extensivo Medicina, com simulado toda semana no formato das provas da Santa Casa, do Einstein e do Sírio-Libanês.