FGV 2026.1Questão 46de 60O conflito entre Irã, Estados Unidos e aliados, iniciado em 2026, provocou impactos significativos no mercado global
GeografiaFontes de Energia I e
Numeração da prova tipo 1.

Filas de tuk-tuk para abastecer em Colombo (Sri Lanka) tornaram-se um símbolo da crise econômica, com motoristas enfrentando longas horas de espera e escassez de combustível (abril 2026)
O conflito entre Irã, Estados Unidos e aliados, iniciado em 2026, provocou impactos significativos no mercado global de energia.
Com base nesse contexto, assinale a afirmativa correta sobre os impactos da guerra.
- Alternativa A: O conflito tem provocado a alta dos preços de combustíveis fósseis, principalmente em função do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, reduzindo a procura de óleo e seus derivados na região do Golfo Pérsico.
- Alternativa B: A guerra no Oriente Médio teve efeitos drástico na China, país sem reservas energéticas e, por isso, maior consumidora do petróleo e do GNL (gás natural liquefeito) que passa pelo Estreito de Ormuz.
- Alternativa C: As indústrias asiáticas, dependentes de importações de energia do Oriente Médio, tem adotado métodos de produção mais intensivos em trabalho nos setores têxtil e agrícola, contribuindo para a absorção de mão de obra e redução do desemprego em alguns contextos.
- Alternativa D: O Brasil, por ser autossuficiente em extração e refino de petróleo, não depende do mercado internacional para o abastecimento do próprio mercado, mantendo-se afastado da atual crise das cadeias globais de combustíveis fósseis.
- Alternativa E, a correta: Embora o Brasil não importe petróleo pelo Estreito de Ormuz, o preço da commodity é formado nos mercados globais, o que significa que, quando o valor do barril sobe, os efeitos chegam aos postos de combustíveis, ao custo do frete e, consequentemente, à inflação brasileira.Resposta
Pede-se a afirmativa correta sobre os impactos, no mercado de energia, do conflito entre Irã, Estados Unidos e aliados iniciado em 2026.
O processo por trás da questão:
Pelo Estreito de Ormuz passa boa parte do petróleo e do gás exportados pelo Golfo Pérsico. Uma guerra na região ameaça essa oferta, e o petróleo é uma commodity: seu preço é formado no mercado mundial, e não país por país. Por isso o choque atinge também quem não compra uma gota do petróleo que passa por Ormuz.
Conferindo a alternativa:
A) Incorreta. A alta do preço num conflito desse tipo vem da queda da OFERTA (o petróleo que deixa de circular), não de uma redução da procura. A alternativa troca a causa: menos procura derrubaria o preço, não o elevaria.
B) Incorreta. A China é a maior importadora de petróleo do mundo, mas não é um país sem reservas energéticas: tem petróleo próprio (campos de Daqing e da Bacia de Bohai) e é a maior produtora mundial de carvão. O erro está na justificativa "país sem reservas energéticas".
C) Incorreta. O encarecimento da energia importada eleva os custos da indústria, desacelera a produção e pressiona o emprego. A alternativa inventa uma consequência positiva (troca por métodos intensivos em trabalho que reduziria o desemprego) que não decorre do choque de energia.
D) Incorreta. O Brasil extrai mais petróleo do que consome, mas não é autossuficiente em refino: importa parte do diesel e de outros derivados. Além disso, os preços internos acompanham o mercado internacional, então o país não fica afastado da crise.
E) Correta. Mesmo sem importar petróleo pelo Estreito de Ormuz, o Brasil paga o preço do mercado mundial. Quando o barril sobe, sobem os combustíveis nos postos, o frete (o transporte de cargas no Brasil é sobretudo rodoviário, movido a diesel) e, por consequência, a inflação.
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