Insper 2026.1Questão 42de 60Analise o trecho da letra da canção “Nada tanto assim”, lançada pela banda Kid Abelha em 1984. Só tenho tempo pras

Filosofia e SociologiaIndústria Cultural e a Escola de Frankfurt

Analise o trecho da letra da canção “Nada tanto assim”, lançada pela banda Kid Abelha em 1984.

Só tenho tempo pras manchetes no metrô
E o que acontece na novela

Alguém me conta no corredor

[...]

Conheço quase o mundo inteiro por cartão postal

Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal

Eu tenho pressa

E tanta coisa me interessa

Mas nada tanto assim

(https://open.spotify.com)

Os versos da canção representam algumas situações vividas no cotidiano, que estão associadas

  1. Alternativa A: à ampliação do conhecimento profundo e sistemático dos indivíduos sobre a realidade.
  2. Alternativa B, a correta: ao contato fragmentado e sem envolvimento reflexivo com as informações.Resposta
  3. Alternativa C: à valorização da contemplação coletiva dos indivíduos como forma de conhecimento.
  4. Alternativa D: ao uso irrelevante dos meios de comunicação no cotidiano dos indivíduos.
  5. Alternativa E: à busca dos indivíduos por experiências duradouras e por compromissos estáveis.
Resolução do Jazz

O que a questão pede:

A que estão associadas as situações do cotidiano descritas na canção.

O que a letra diz:

Só dá tempo de ler as manchetes, a novela chega de segunda mão, o mundo é conhecido "por cartão postal", sabe-se "de quase tudo um pouco e quase tudo mal", e "tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim".

Por que é a letra B:

É o contato fragmentado e superficial com a informação, sem reflexão: muita coisa, pouca profundidade. A crítica lembra a da Escola de Frankfurt à indústria cultural, que oferece consumo rápido em vez de pensamento.

Por que as outras não:

  • A é o contrário: o conhecimento não é profundo nem sistemático.
  • C não há contemplação coletiva.
  • D os meios de comunicação são muito usados, não irrelevantes; o problema é como.
  • E a canção mostra pressa e interesse passageiro, não compromissos estáveis.

A armadilha:

A letra D confunde uso raso com uso irrelevante. A pessoa usa muito os meios (metrô, manchete, novela), mas de forma superficial.

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