Santa Casa 2026.2Questão 35de 80O mesmo cômodo é quarto, escritório, sala e refeitório; móveis dobráveis e armários até o teto permitem que poucos
GeografiaUrbanização Brasileira e no Mundo
Numeração da versão 1.
O mesmo cômodo é quarto, escritório, sala e refeitório; móveis dobráveis e armários até o teto permitem que poucos metros quadrados desempenhem múltiplas funções. É o aproveitamento do espaço elevado ao limite. A fruição da cidade é um dos grandes chamarizes nos estandes de vendas para apartamentos minúsculos: unidades próximas a estações de metrô, universidades, centro, museus, pontos turísticos — oportunidade para viver um estilo de vida moderno, dinâmico e conectado ao fervor urbano. Muitos urbanistas defendem soluções habitacionais semelhantes para atender à diversidade de estilos de vida na cidade.
(Rôney Rodrigues. https://outraspalavras.net, 09.06.2026. Adaptado.)
Em contraposição à visão de muitos urbanistas, o tipo de empreendimento urbano apresentado no excerto promove
- Alternativa A: a eliminação do déficit habitacional.
- Alternativa B: a desvalorização do valor quadrado urbano.
- Alternativa C: o cumprimento da função social da terra urbana.
- Alternativa D: a implantação do IPTU progressivo no tempo.
- Alternativa E, a correta: a intensificação da especulação imobiliária.Resposta
O que a questão pede: o efeito real dos microapartamentos, em contraposição à visão dos urbanistas que os defendem.
Por que é a letra E: as unidades minúsculas são vendidas pela localização (metrô, universidades, centro, museus). Dividir um terreno bem localizado em muitos apartamentos pequenos multiplica o preço por metro quadrado e o lucro das incorporadoras, e boa parte dessas unidades vira investimento para aluguel. O resultado é a valorização especulativa do solo urbano, não moradia acessível.
Por que as outras não:
- A Apartamentos caros por metro quadrado não atendem a população de baixa renda, que compõe o déficit habitacional.
- B O efeito é o contrário: o metro quadrado se valoriza.
- C A função social da propriedade urbana pede uso voltado à necessidade coletiva, e não à maximização do lucro imobiliário.
- D O IPTU progressivo é um instrumento do poder público contra imóveis ociosos; não é promovido por um empreendimento privado.
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