FGV 2025.2Questão 47de 60Em setembro de 2025, poucos dias depois de a China ter sediado uma cúpula de líderes de toda a Ásia e Oriente Médio
GeografiaChina: De Mao Tse Tung à Xi Jinping
Numeração da prova tipo 1.

Em setembro de 2025, poucos dias depois de a China ter sediado uma cúpula de líderes de toda a Ásia e Oriente Médio, foram realizadas em Pequim as celebrações pelo 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, com paradas militares e a recepção dos líderes da Rússia e da Coreia do Norte. Xi Jinping utilizou a comemoração do fim do conflito e a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai para relançar Pequim como eixo de um mundo alternativo a Washington, exibir seu arsenal e reforçar a identidade nacional.
Adaptado de https://www.limesonline.com/articoli/cina-xi-parata-miitare-seconda-guerra-mondiale-sco-putin-kim-jong-un-19955879/
A respeito da configuração do sistema internacional idealizada pela República Popular da China, é correto afirmar que
- Alternativa A, a correta: a China projeta a si mesma como o eixo da Eurásia, expandindo sua esfera em direção a diferentes regiões, como a Ásia Central, a Oceania e outros espaços estratégicos do sistema internacional.Resposta
- Alternativa B: a Rússia é considerada como parceira majoritária, pela identidade ideológica e pelos interesses comuns no controle de minorias étnicas fronteiriças, como os uigures e os mongóis.
- Alternativa C: a Coreia do Norte é vista como uma potência regional ameaçadora, capaz de desestabilizar os interesses de Pequim, por ser também uma potência nuclear.
- Alternativa D: a reunificação com Taiwan é um objetivo capaz de reaproximar a China e o Japão, uma vez que a ilha deixou de ter importância para as rotas do comércio marítimo japonês.
- Alternativa E: a fronteira com a Índia continua sendo um ponto de atrito entre os dois países e a anexação do Tibete é vista como uma meta necessária para completar a soberania nacional chinesa.
O que a questão pede: identificar qual alternativa descreve corretamente a ordem internacional que a China procura construir, no contexto das celebrações de 2025 em Pequim e da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai.
Por que é a letra A: o próprio texto diz que Xi Jinping usou os eventos para "relançar Pequim como eixo de um mundo alternativo a Washington". A alternativa A traduz essa ideia em termos geográficos: a China se apresenta como centro da Eurásia e amplia sua presença em várias direções, como a Ásia Central, a Oceania e outras regiões de interesse. É a imagem de uma potência que se coloca como polo de articulação, e não como satélite de outra.
Por que as outras não:
- B Rússia e China são parceiras próximas, como a foto sugere, mas a relação não se apoia em "identidade ideológica" nem num interesse comum de controlar minorias como os uigures, que vivem em Xinjiang, região chinesa; essa é uma questão interna de Pequim.
- C O texto mostra o líder da Coreia do Norte como convidado de honra das celebrações, ou seja, como aliado. Tratá-la como ameaça aos interesses chineses contradiz o próprio enunciado.
- D A reunificação com Taiwan é um ponto de tensão com o Japão, e não de aproximação. Além disso, os mares em torno de Taiwan continuam essenciais para as rotas marítimas do comércio japonês.
- E A fronteira com a Índia é, sim, um ponto de atrito, mas o Tibete já está sob controle chinês desde o início da década de 1950. Não faz sentido tratar a anexação do Tibete como meta ainda a cumprir.
A armadilha: a alternativa E começa com uma informação verdadeira (o atrito com a Índia) e esconde o erro na segunda metade.
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