FGV 2026.2Questão 46de 60Em agosto de 2026, mudanças nas regras da Justiça Eleitoral brasileira sobre o uso de inteligência artificial
SociologiaInteligência artificial e eleições
Numeração da prova tipo 1.

Publicação da conta @thenews.cc, no Instagram, em 17/08/2026.
Em agosto de 2026, mudanças nas regras da Justiça Eleitoral brasileira sobre o uso de inteligência artificial e a recomendação de conteúdos políticos nas redes sociais geraram repercussão internacional. Entre as medidas discutidas está a alteração da forma como conteúdos de candidatos são apresentados aos usuários.
Nesse contexto, é correto afirmar que as práticas a seguir são alvo de regulamentação da Justiça Eleitoral por seu potencial de afetar a transparência e a integridade do processo eleitoral, à exceção de uma. Assinale-a.
- Alternativa A: O uso de chatbots para indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou favorecer ou desfavorecer, direta ou indiretamente, candidatos ou candidaturas.
- Alternativa B: A utilização de ferramentas de inteligência artificial para criar ou promover deepfakes envolvendo candidatas ou candidatos, inclusive com conteúdo de nudez ou pornografia.
- Alternativa C: O emprego de inteligência artificial para formular publicidade eleitoral que contenha ato de violência política contra a mulher.
- Alternativa D, a correta: A alteração da distribuição de conteúdos políticos pelos sistemas de recomendação, sem remoção das publicações ou suspensão das contas.Resposta
- Alternativa E: O uso de sistemas de inteligência artificial para ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatos, campanhas, partidos políticos, federações ou coligações.
O que a questão pede: entre as práticas listadas, achar a única que NÃO é alvo de regulamentação da Justiça Eleitoral por ameaçar a transparência e a integridade do processo eleitoral.
Etapa 1. O que o texto-base diz: a publicação mostra que "X muda seu algoritmo durante as eleições após pedido da Justiça Eleitoral", e o enunciado completa: "Entre as medidas discutidas está a alteração da forma como conteúdos de candidatos são apresentados aos usuários". Ou seja, mudar a forma de distribuir o conteúdo foi a resposta pedida à plataforma, e não a prática que se quer coibir.
Etapa 2. O que a regra eleitoral de 2026 mira: as novas regras do TSE sobre inteligência artificial atacam o uso da tecnologia para manipular o eleitor: robôs que indicam voto, deepfakes, violência política de gênero e sistemas que ranqueiam ou priorizam candidatos. Todas são formas de interferir na escolha sem que o eleitor perceba.
Etapa 3. A alternativa que destoa: a (D) descreve um ajuste na distribuição dos conteúdos políticos pelos sistemas de recomendação, sem remover publicações nem suspender contas. Isso é exatamente a medida de adequação noticiada, que preserva o conteúdo e reduz o viés algorítmico; não é uma prática enganosa a ser proibida.
- (A) cai porque chatbot que recomenda voto ou favorece candidatos interfere diretamente na decisão do eleitor e foi proibido.
- (B) cai porque deepfake de candidatos, ainda mais com nudez ou pornografia, é vedado e punido.
- (C) cai porque usar IA em propaganda com violência política contra a mulher é alvo expresso das regras.
- (E) cai porque sistemas de IA que ranqueiam, sugerem ou priorizam candidatos e partidos são justamente o viés algorítmico que a Justiça Eleitoral quer regular.
Resposta: alternativa D.
Confere com o gabarito oficial preliminar da FGV. Ver o caderno da banca
