Gabarito da FGV

Gabarito da FGV 2026.2.

Prova de 18 de outubro de 2026: o gabarito oficial preliminar, caderno por caderno, nos 4 tipos de prova, e a resolução do Jazz de 59 questões objetivas e 16 discursivas.

Fachada da FGV em São Paulo
Prova
18/10/2026
Gabarito
Oficial preliminar
Cadernos
5
Resolvidas pelo Jazz
75 questões
Caderno 1 de 5

Objetivas

Vale paraAdministração de EmpresasAdministração PúblicaDireitoEconomiaRelações Internacionais

60 questões de múltipla escolha: Matemática, Língua Portuguesa e Literatura, Inglês e Ciências Humanas, em quatro tipos de prova.

É o gabarito preliminar que a banca divulgou depois da prova. O definitivo, depois dos recursos, pode mudar ou anular alguma questão: confira na página oficial.

Questão anulada. A FGV anulou a questão 10 de Matemática no tipo 1 (9 no tipo 2, 8 no tipo 3 e 7 no tipo 4). Na grade, ela aparece com *.

A FGV aplica quatro tipos de prova, com as mesmas questões em ordem diferente dentro de cada matéria. Confira o tipo impresso no seu caderno e no cartão-resposta e abra o gabarito dele.

Preencha uma vez e libere os gabaritos e as resoluções de todas as bancas.

Questões 1 a 10 abertas. Para ver as outras 50, preencha o formulário logo abaixo.

Questão 1de 60

MatemáticaPorcentagem

Abrir a página desta questão

Uma pesquisa de opinião perguntou a várias pessoas se elas gostavam de sorvete. Exatamente 85% das pessoas consultadas responderam “sim”.

O menor número possível de pessoas consultadas nessa pesquisa é

  1. Alternativa A: 10.
  2. Alternativa B: 15.
  3. Alternativa C: 17.
  4. Alternativa D, a correta: 20.Resposta
  5. Alternativa E: 50.
Resolução do Jazz

O que a questão pede: o menor total nn de pessoas para que 85% de nn seja um número inteiro de pessoas (ninguém responde "sim" pela metade).

Etapa 1. Escrevendo 85% como fração irredutível:

85%=85100=172085\% = \frac{85}{100} = \frac{17}{20}

Etapa 2. Impondo que o número de "sim" seja inteiro:

O número de pessoas que disseram "sim" é 17n20\dfrac{17n}{20}. Como 17 e 20 não têm fator comum, 17n20\dfrac{17n}{20} só é inteiro quando 20 divide nn. O menor valor positivo é n=20n = 20, com 1717 respostas "sim".

Conferindo: testando as alternativas menores, 85%85\% de 10 é 8,58{,}5, de 15 é 12,7512{,}75 e de 17 é 14,4514{,}45, nenhum inteiro. Já 85%85\% de 20 é exatamente 17. Com 50 pessoas também não daria certo: 85%85\% de 50 é 42,542{,}5.

Resposta: alternativa D.

Veja as outras 50 questões

  • O gabarito oficial da FGV das outras questões, com a resolução comentada do Jazz de cada uma
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O que caiu

Quantas questões de cada matéria a prova teve, no tipo 1. É por aqui que se decide onde colocar o tempo de estudo, junto com o peso de cada parte no seu curso.

  1. Matemática15
  2. Inglês15
  3. Literatura8
  4. Língua Portuguesa7
  5. Geografia7
  6. História5
  7. Sociologia2
  8. Filosofia1
Questões objetivas por matéria, FGV 2026.2.
Caderno 2 de 5

Redação e Matemática discursiva

Vale paraAdministração de EmpresasEconomiaRelações Internacionais

A redação e 8 questões discursivas de Matemática, no mesmo caderno, no turno da manhã.

O tema da redação

É necessária a defesa da soberania nacional do Brasil?

Gênero pedido: dissertação em prosa. Textos de apoio: O que seria a soberania nacional? (resumo feito com inteligência artificial); artigo da Revista do Programa de Mestrado em Direito do UniCEUB sobre soberania e globalização; Soberania e projeto nacional, de João dos Reis Silva Jr. (A Terra é Redonda); Em defesa do Brasil (Migalhas).

8 questões resolvidas pelo Jazz. A banca não divulga resposta das questões dissertativas: a resposta esperada de cada uma é a do Jazz.

Questão 1de 8

MatemáticaSequências e somas telescópicas

a) Mostre que a fração 1k(k+1)\frac{1}{k(k+1)} pode ser escrita como 1k−1k+1\frac{1}{k} - \frac{1}{k+1}.

b) Use o resultado do item a) para calcular a soma 11×2+12×3+13×4+14×5+⋯+199×100\frac{1}{1 \times 2} + \frac{1}{2 \times 3} + \frac{1}{3 \times 4} + \frac{1}{4 \times 5} + \cdots + \frac{1}{99 \times 100}.

Resposta esperada

a) 1k−1k+1=(k+1)−kk(k+1)=1k(k+1)\frac{1}{k} - \frac{1}{k+1} = \frac{(k+1) - k}{k(k+1)} = \frac{1}{k(k+1)}.

b) 99100\frac{99}{100}.

Resolução do Jazz

O que a questão pede: provar a decomposição da fração e usá-la para somar 99 parcelas sem fazer as contas uma a uma.

a)

Partindo do lado direito e reduzindo ao mesmo denominador:

1k−1k+1=k+1k(k+1)−kk(k+1)\frac{1}{k} - \frac{1}{k+1} = \frac{k+1}{k(k+1)} - \frac{k}{k(k+1)}
=(k+1)−kk(k+1)=1k(k+1)= \frac{(k+1) - k}{k(k+1)} = \frac{1}{k(k+1)}

Vale para todo kk diferente de 00 e de −1-1, que é onde as frações existem.

b)

Reescrevendo cada parcela pelo item a:

11×2=11−12,12×3=12−13,…,199×100=199−1100\frac{1}{1 \times 2} = \frac{1}{1} - \frac{1}{2}, \quad \frac{1}{2 \times 3} = \frac{1}{2} - \frac{1}{3}, \quad \dots, \quad \frac{1}{99 \times 100} = \frac{1}{99} - \frac{1}{100}

Somando, os termos do meio se cancelam aos pares:

S=(1−12)+(12−13)+⋯+(199−1100)S = \left(1 - \frac{1}{2}\right) + \left(\frac{1}{2} - \frac{1}{3}\right) + \dots + \left(\frac{1}{99} - \frac{1}{100}\right)

Cada −1k-\frac{1}{k} é cancelado pelo +1k+\frac{1}{k} da parcela seguinte. Sobram só o primeiro e o último termo:

S=1−1100=99100S = 1 - \frac{1}{100} = \frac{99}{100}

Conferindo: com as três primeiras parcelas, 12+16+112=6+2+112=912=34\frac{1}{2} + \frac{1}{6} + \frac{1}{12} = \frac{6 + 2 + 1}{12} = \frac{9}{12} = \frac{3}{4}, e a fórmula dá 1−14=341 - \frac{1}{4} = \frac{3}{4}. O padrão "1 menos o inverso do último fator" se confirma.

Caderno 3 de 5

Redação e Ciências Humanas discursiva

Vale paraAdministração PúblicaDireito

A redação e 8 questões discursivas de Ciências Humanas (História e Geografia), no mesmo caderno, no turno da manhã.

O tema da redação

É necessária a defesa da soberania nacional do Brasil?

Gênero pedido: dissertação em prosa. Textos de apoio: O que seria a soberania nacional? (resumo feito com inteligência artificial); artigo da Revista do Programa de Mestrado em Direito do UniCEUB sobre soberania e globalização; Soberania e projeto nacional, de João dos Reis Silva Jr. (A Terra é Redonda); Em defesa do Brasil (Migalhas).

8 questões resolvidas pelo Jazz. A banca não divulga resposta das questões dissertativas: a resposta esperada de cada uma é a do Jazz.

Questão 1de 8

HistóriaAntigo Sistema Colonial e reparações históricas

Considere os textos de apoio a seguir.

I. Anúncio publicado no Jornal do Commercio (Rio de Janeiro, 1º de outubro de 1840) com diversas propostas de aluguel e venda de pessoas escravizadas, além da oferta de recompensa para um escravo fugido.

Figura da questão 1

Fonte: https://memoria.bn.gov.br/

II. Tabela com dados aproximados mostrando a percentagem do escravizados destinados a diferentes regiões das Américas pelo tráfico negreiro transatlântico.

Destino nas Américas (séc. XVI–XIX)% aproximada do total de africanos escravizados desembarcados
Brasil40–46%
Caribe (colônias inglesas, francesas e holandesas)30%
América espanhola continental15%
Treze Colônias / Estados Unidos4–5%
Outros destinosrestante

Fonte: https://www.slavevoyages.org/voyage/trans-atlantic#timelapse

III. Desde 2013, a Comissão de Reparações da Comunidade do Caribe (CARICOM) estabeleceu os fundamentos morais, éticos e legais para o pagamento de reparações pelos governos de todas as antigas potências coloniais e pelas instituições relevantes desses países, às nações e aos povos da Comunidade Caribenha pelos crimes contra a humanidade, como o genocídio indígena, o tráfico transatlântico de escravos e um sistema racializado de escravidão. Nas últimas décadas, instituições como as universidades de Georgetown (EUA) e Glasgow (Reino Unido) anunciaram programas de reparação histórica associados a fortunas institucionais vinculadas ao tráfico negreiro. No Brasil, mais de 130 anos depois da abolição, o movimento negro conquistou avanços importantes, que se inserem na lógica de justiça reparatória, como a criação do Estatuto da Igualdade Racial, a adoção de cotas raciais nas universidades e no serviço público, entre outras.

Com base nos textos de apoio e nos conhecimentos sobre o Antigo Sistema Colonial,

a) explique de que forma o tráfico negreiro transatlântico e a plantation escravista se articulavam à lógica econômica do mercantilismo, no contexto da colonização americana.

b) relacione o processo histórico descrito no item anterior ao debate contemporâneo sobre reparações históricas, identificando um argumento favorável e um argumento contrário a políticas de reparação (financeira, simbólica ou de ação afirmativa) atualmente discutidas no Brasil e no mundo.

Resposta esperada

a) No mercantilismo a colônia existia para enriquecer a metrópole: a plantation (latifúndio, monocultura de exportação e trabalho escravo) produzia em grande escala gêneros tropicais vendidos com lucro na Europa, e o tráfico negreiro era ele próprio um negócio altamente lucrativo, que acumulava capital nas mãos de comerciantes metropolitanos e coloniais e fornecia a mão de obra dessa produção.

b) O lucro e a riqueza desse sistema e a desigualdade racial que ele deixou são a base do debate sobre reparação. A favor: reparar danos cujos efeitos persistem (renda, escolaridade, violência) e responsabilizar Estados e instituições que lucraram. Contra: a dificuldade de definir quem paga e quem recebe séculos depois, o custo e a preferência por políticas universais, por renda.

Resolução do Jazz

O que a questão pede: explicar como tráfico e plantation serviam à lógica mercantilista e ligar isso ao debate atual sobre reparações, com um argumento a favor e um contra.

a)

A lógica do mercantilismo: o Estado metropolitano buscava acumular riqueza (metais, balança comercial favorável). A colônia existia como complemento da economia da metrópole, sob o exclusivo metropolitano (pacto colonial): só podia comerciar com ela, vendendo barato o que produzia e comprando caro o que consumia.

O papel da plantation: a produção colonial organizou-se em latifúndios monocultores voltados à exportação de gêneros tropicais, como o açúcar no Brasil e no Caribe. Era uma produção em grande escala, que só se viabilizava com muita mão de obra barata e compulsória: o trabalho escravo.

O papel do tráfico: o tráfico transatlântico abastecia a plantation de trabalhadores e era, ao mesmo tempo, um dos ramos mais lucrativos do comércio colonial. O lucro ficava com traficantes metropolitanos e, no caso do Brasil, também com comerciantes do Rio de Janeiro e de Salvador ligados a Angola e à Costa da Mina. Ou seja, a escravidão africana gerava lucro duas vezes: no comércio de pessoas e no que elas produziam. O Texto II mostra o peso do Brasil nesse circuito (40% a 46% dos africanos desembarcados nas Américas) e o anúncio do Texto I mostra a pessoa escravizada tratada como mercadoria, alugada, vendida e caçada quando fugia.

b)

A ligação com o presente: a riqueza acumulada pelo tráfico e pela plantation financiou Estados, fortunas e instituições (as universidades citadas no Texto III), enquanto a população escravizada e seus descendentes saíram da escravidão sem terra, indenização ou acesso à educação. No Brasil, a Lei Áurea (1888) não foi acompanhada de política de integração, e a desigualdade racial atravessou o século XX. É sobre essa continuidade que se apoia a ideia de reparação.

Um argumento favorável: os efeitos da escravidão não ficaram no passado; aparecem hoje na diferença de renda, escolaridade, acesso a cargos e exposição à violência entre brancos e negros. Políticas como as cotas nas universidades e no serviço público corrigem uma desigualdade de oportunidade produzida historicamente, e Estados e instituições que lucraram com o sistema têm responsabilidade em repará-lo.

Um argumento contrário: séculos depois, é difícil definir quem deve pagar e quem deve receber, já que as gerações atuais não praticaram nem sofreram diretamente a escravidão; reparações financeiras teriam custo alto e critérios de difícil aplicação numa sociedade miscigenada. Por isso, há quem defenda políticas universais, baseadas em renda e escola pública, em vez de critério racial.

Na correção: vale qualquer par de argumentos bem fundamentado, desde que um seja a favor e outro contra.

Caderno 4 de 5

Língua Portuguesa e Artes discursiva

Vale paraDireito

Questões discursivas de Língua Portuguesa e de Artes e Questões Contemporâneas.

A banca não divulga resposta das discursivas, e este caderno ainda não tem resolução do Jazz.

Caderno 5 de 5

Segundo dia de Economia

Vale paraEconomia

45 questões objetivas de Biologia, Física e Química, em quatro tipos de prova, e Língua Portuguesa discursiva, no segundo dia, 19 de outubro.

Gabarito das objetivas

Gabarito oficial preliminar da FGV das 45 questões objetivas, prova de 19 de outubro de 2026. Pode mudar até o fim do prazo de recurso. A grade não separa as matérias: confira no seu caderno a matéria de cada questão.

A banca não divulga resposta das discursivas, e este caderno ainda não tem resolução do Jazz.

Perguntas

Perguntas sobre a FGV 2026.2

Qual é o gabarito da FGV 2026.2?

O gabarito oficial da FGV das objetivas da prova de 18/10/2026, divulgado em 21 de outubro, está no topo desta página, nos quatro tipos de prova, com a resolução do Jazz de cada questão. Escolha o tipo impresso no seu caderno antes de comparar.

O gabarito da FGV 2026.2 já é o definitivo?

Não. É o gabarito preliminar que a FGV divulgou em 21 de outubro. Ele pode mudar até o fim do prazo de recurso, e o definitivo sai depois da análise dos recursos.

Já saiu o gabarito do segundo dia de Economia da FGV 2026.2?

Sim. O gabarito oficial preliminar da FGV das 45 questões objetivas de Biologia, Física e Química, da prova de 19 de outubro, está nesta página, no caderno Segundo dia de Economia, nos quatro tipos de prova. Pode mudar até o fim do prazo de recurso. A grade não separa as matérias: confira no seu caderno a matéria de cada questão.

Alguma questão da FGV 2026.2 foi anulada?

Sim. A FGV anulou uma questão de Matemática, sobre funções trigonométricas: a 10 do tipo 1, a 9 do tipo 2, a 8 do tipo 3 e a 7 do tipo 4. Ela aparece com * na grade.

Qual foi o tema da redação da FGV 2026.2?

É necessária a defesa da soberania nacional do Brasil? O gênero pedido foi a dissertação em prosa, com quatro textos de apoio sobre soberania, globalização e dependência tecnológica e econômica.

Quando sai o resultado da FGV 2026.2?

Cada escola tem a sua data: Relações Internacionais em 13 de novembro, Direito SP e Economia em 7 de dezembro, e Administração e Administração Pública em 16 de dezembro de 2026.

A prova e o gabarito em PDF estão na página oficial de provas e gabaritos da FGV. As outras edições estão no gabarito da FGV. Para se preparar com acompanhamento, o Jazz é um cursinho para a FGV e para o Insper, em turma pequena, com simulado no formato da banca toda semana.