Insper 2025.2Questão 5de 60Depreende-se da segunda estrofe que a infelicidade humana decorre
PortuguêsInterpretação de texto
Texto das questões 3 a 6
Para responder às questões de 03 a 06, leia o soneto “Exortação”, de Raul de Leoni, publicado originalmente em 1922 no livro Luz mediterrânea.
Sê na Vida a expressão límpida e exata
Do teu temperamento, homem prudente;
Como a árvore espontânea que retrata
Todas as qualidades da semente!
O que te infelicita é sempre a ingrata
Aspiração de uma alma diferente,
É meditares tua forma inata,
Querendo transformá-la, de repente!
Deixa-te ser!... e vive distraído
Do enigma eterno sobre que repousas,
Sem nunca interpretar o seu sentido!
E terás, de harmonia com tua alma,
Essa felicidade ingênua e calma,
Que é a tendência recôndita das cousas!...
(Raul de Leoni. Luz mediterrânea e outros poemas, 2001.)
Depreende-se da segunda estrofe que a infelicidade humana decorre
- Alternativa A: da aceitação da instabilidade do mundo.
- Alternativa B: da preocupação com a opinião alheia.
- Alternativa C: da impaciência em transformar o mundo.
- Alternativa D, a correta: da insatisfação com o seu próprio ser.Resposta
- Alternativa E: da indiferença com o sofrimento alheio.
O que a questão pede:
De onde vem a infelicidade humana, segundo a segunda estrofe.
Onde está no poema:
"O que te infelicita é sempre a ingrata aspiração de uma alma diferente, é meditares tua forma inata, querendo transformá-la, de repente!"
Por que é a letra D:
A infelicidade vem de querer ter uma alma diferente da própria e de querer mudar a própria forma inata: é a insatisfação com o próprio ser.
Por que as outras não:
- A o poema não fala em instabilidade do mundo.
- B a opinião alheia não aparece.
- C a vontade de transformar é de si mesmo, não do mundo.
- E o sofrimento alheio não aparece.
A armadilha:
A letra C usa "transformar", que está no verso, mas troca o objeto: o que o homem quer transformar é a própria forma inata.
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