Insper 2026.2Questão 13de 60No contexto do poema, a forma verbal que indica que o eu lírico e a sua interlocutora não estão ainda no “outono” é
PortuguêsMorfologia
Numeração da versão 1.
Texto das questões 10 a 15
Para responder às questões de 10 a 15, leia o poema “Quando, Lídia, vier o nosso outono” de Ricardo Reis, heterônimo do poeta português Fernando Pessoa.
Quando, Lídia, vier o nosso outono
Com o inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem¹,
Nem para o estio², de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa —
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes.
(Obra poética, 1997.)
¹ outrem: outra pessoa.
² estio: verão.
No contexto do poema, a forma verbal que indica que o eu lírico e a sua interlocutora não estão ainda no “outono” é:
- Alternativa A, a correta: “vier”.Resposta
- Alternativa B: “há”.
- Alternativa C: “reservemos”.
- Alternativa D: “somos”.
- Alternativa E: “passa”.
O que a questão pede: o verbo que mostra que o "outono" ainda não chegou para o eu lírico e Lídia.
Onde está no texto: "Quando, Lídia, vier o nosso outono".
Por que é a letra A: "vier" é futuro do subjuntivo do verbo vir, e seu sujeito é "o nosso outono". Com "quando", esse tempo situa o fato no futuro: o outono ainda vai chegar. Se já tivesse chegado, o verbo seria "veio" ou "chegou".
Por que as outras não:
- B "há" está no presente e fala do inverno contido no outono, uma característica, não o momento da chegada.
- C "reservemos" é um convite (imperativo). Indica o que fazer quando o outono vier, mas quem marca que ele ainda não veio é "vier".
- D "somos" está no presente e se refere ao verão, do qual já "somos mortos".
- E "passa" está no presente e fala, em geral, do que é passageiro.
A armadilha: o erro mais provável é a letra C, porque o convite também aponta para adiante. A pergunta, porém, é sobre a posição do outono no tempo, e é o sujeito de "vier" que está no futuro.
Confere com o gabarito oficial preliminar do Insper. Ver o caderno da banca
